terça-feira, 7 de maio de 2013

O QUE É O ''FOHAT''?

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8MQw90Iwo6U1ZHrOYJXHh92WKMHxQ-Wn0lo5q-sFYoskBo1hGKHfI5WlqJSxuaVKbESu77IynEcfCW9KEhaJzNtJQMfsKABzNr2Ouh3I0YUz_osRa0Ei8Ce1kUGpJ91arD9C5hZMGdts/s1600/agartha.jpg

Fohat (em tibetano: vida cósmica ou vitalidade) é uma expressão usada na Teosofia para designar a força de interação entre a Ideação Cósmica e a Substância Cósmica, o "incessante poder formador e destruidor". A expressão Fohat é sinônimo da expressão daiviprakriti, a luz do Logos.
Ele é uma força importante na formação do cosmo. Durante um período de inatividade do Universo (Mahapralaya), no Imanifestado antes da formação do cosmos objetivo, Fohat permanece latente e coeterno com Parabrahman e Mulaprakriti. Ele é o aglutinador de ambos, que liga e separa, sendo assim o desejo criador. No período de atividade (Mahamanvantara), de manifestação do cosmos, Fohat permanece ativo e torna-se o Raio Divino da criação que aplica a Ideação Cósmica no seio da Substância Primordial.
Fohat é a essência da eletricidade cósmica, entendendo "eletricidade" como um atributo da consciência. No mundo manifestado ele é a força vital, oculta que, sob a vontade do Logos criador, une todas as formas, dando-lhes o primeiro impulso. Ele é a força propelente que torna o Um em diversos, agregando e combinando os átomos. Na constituição humana ele corresponde aos pranas.
No Hinduísmo Fohat é esotericamente associado a Vishnu (o deus mantenedor do Universo), na mitologia grega Fohat é associado ao deus Eros, e na mitologia egípcia ao deus Tum.
Interessante observar que a descrição feita por Blavatsky quanto à formação de estrelas e planetas por Fohat, no final do século XIX, é, por vezes, comparada à moderna teoria de formação das estrelas da astrofísica, confirmada cientificamente apenas no século XX, ainda que se assemelhe profundamente à teoria de Kant-Laplace, que já fora formulada na altura. Numa perspectiva teosófica, contudo, tanto a cosmogênese de Blavatsky quanto as teorias de Laplace, Pitágoras, Amônio Sacas e outras semelhantes, partilham a sua origem na tradição esotérica. Nas Estâncias de Dzyan diz-se que "[Fohat] Ao iniciar a sua obra, separa as Centelhas do Reino Inferior, que se agitam e vibram [tal como a energia de uma proto-estrela] de alegria em suas radiantes moradas, e com elas forma os Germes das Rodas [a proto-estrela e os proto-planetas]. Colocando-as nas seis Direções do Espaço, deixa uma no Centro: a Roda Central [a estrela que nasce]." (Stanza V,3) e "Ele [Fohat] as constrói [os sistemas planetários] à semelhança das Rodas mais antigas [com material resultante da morte de estrelas mais antigas] ... Ele junta a Poeira de Fogo [poeira cósmica]. Forma Esferas de Fogo [proto-estrelas], corre através delas e em seu derredor, insuflando-lhes vida e, em seguida, as põe em movimento [rotação]: umas nesta direção, outras naquela" (Stanza VI,4). Observe-se que as partes entre colchetes não fazem parte das Estâncias, mas são comentários introduzidos para mostrar a semelhança entre as duas teorias.
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Fohat

AGNI YOGA (3)



Vós vistes como um regato torna-se uma torrente poderosa, quando ele incorpora a si todas as cachoeiras e todas as correntezas, transformando-as numa só corrente. Também para o Agni Yogue não existe um conhecimento mau ou bom; ele absorve em si todo conhecimento e encontra utilidade para tudo.

É necessário acostumar-se á utilização de todos os tipos de conhecimento. Que esfera podemos considerar abaixo de nós? Como podemos estar confiantes, se nós mesmos rejeitamos o material necessário.

(...)

Quando fordes chamados de sonhadores, dizei: ''Conhecemos somente a ação''. Quando vos perguntarem: ''Com que afirmas o Ensinmento?'', respondei: ''Somente pela vida''. Quando vos desafiarem a defender os Mandamentos, dizei: ''É impossível responder á ignorância''. Quando forem injuriar o Mestre, dizei: ''Ainda esta noite voltarás a pensar sobre seu erro irremediável''.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O conhecimento silencioso

 


''Uso as palavras para compor o meu silêncio''
MANOEL DE BARROS

(...)


Recordemos que Kierkegaard disse que ‘’o Tempo é o Pecado’’. Deter o TEMPO –a imagem móvel da Eternidade, segundo Platão – é parar o DIÁLOGO INTERNO, ‘’PARAR O MUNDO’’..


(...)

A ''água primitiva'' é acumulável.

Os oxímorônicos ''MINUTOS LIBERADOS DO TEMPO'' de Proust, Ionesco, Huxley, Cortázar, Artaud, Charlie Parker, SÃO ACUMULÁVEIS...

O SILÊNCIO INTERIOR É ACUMULÁVEL, E É NECESSÁRIO ACUMULAR SILÊNCIO INTERIOR ATÉ CHEGAR AO QUE O NAGUAL JUAN MATTUS CHAMAVA DE NOSSOS RESPECTIVOS ''LIMIARES PESSOAIS'' OU ''PONTO CRÍTICO''.

Todo silêncio interior, toda detenção do pensamento, toda suspenção do diálogo interno se acumula dentro de nós, na sagrada medida em que nos esforçamos e logramos avançar na nossa prática.

E sabemos por já haver podido apreciar que quanto mais e com maior consciência saimos do TEMPO, paramos de pensar, mais fácil vai ficando o mecanismo do silêncio dentro da gente e mais benefícios (físicos, emocionais, intelectuais e espirituais) colhemos.


(...)

O texto de Pawels y Bergier continua assim: ''...os ritmos inconcebíveis dessas estruturas profundas...''(:)

''Sem dúvida isso se produz na intuição científica, na iluminação científica, na iluminação poética, no êxtase religioso e em outros casos que ignoramos. O recurso à consciência desperta, silenciada, ou seja, a um estado diferente da vigília lúcida, constitui o MOTOR de todas as filosofias antigas.


(...)


O Conhecimento Silencioso

por LUIS-AUGUSTO-WEBER-SALVI


http://pt.scribd.com/doc/17286887/LUIS-AUGUSTO-WEBER-SALVI-O-Espelho-de-Obsidiana-a-tradicao-Tolteca-III


O "conhecimento silencioso" é uma das premissas dos sábios toltecas. Trata-se de um estado perceptivo que emprega recursos outros que os dos sentidos habituais do homem. Nele a consciência se restringe à sua essência, e nisto toca uma fonte misteriosa, ainda que o homem habitualmente associe aos recursos sensoriais, na verdade os transcende, identificando-se antes com fontes cósmicas.Diz Don Juan: "O que funciona durante o silencio interno é outra faculdade que possue o homem (...)". (Castañeda,
El Lado Activo del Infinito , pg. 135)

O silencio é o ambiente em que floresce a verdade, o campo potencial de todas as criações. É nele que o homem comunga mais profundamente com o Mistério.O diálogo interior é a forma pela qual o ser humano mantém intocado o seu mundo cotidiano. Com a detenção do diálogo interior, novas possibilidades se abrem.Com a mente pensante o homem conhece no tempo, mediante recursos mentais como a lógica. Com a mente silenciosa o homem
SABE
porque comunga com a verdade.Os xamãs toltecas afirmam que temos na verdade
duas mentes
, sendo que uma delas não é nossa, tratando-se antes de uma espécie de instalação externa. O silencio interior tem a capacidade de expulsar esta força estranha de nossas mentes que nos prende a um sistema de linguagem e a uma definida descrição de mundo (cf. Castañeda,
op.cit.
, pgs. 135 e 217). E uma das formas mais eficazes de obter o silêncio interior é através da Palavra sagrada, até que o nirvana ou a iluminação se estabeleça aquietando as "miríades de vozes" dentro de nós.

Os toltecas conheciam esta forma de conhecimento "automático", espontâneo e imediato que dispensava linhas de raciocínio, informações prévias e lógica formal. É
considerado pelos videntes como "um passo gigantesco na evolução" (Castañeda,
Passes Mágicos
, pg. 137).Esta forma de percepção dos fatos também tem sido muitas vezes chamada de
INTUIÇÃO
e, no ensinamento da Agni Ioga, de
CONHECIMENTO DIRETO.
Este conhecimento é até certo ponto uma capacidade natural do ser humano, e torna-se acessível num estado de consciência profundo denominado como
silêncio interior

. Tal estado de consciência pode ser obtido através de uma disciplina rígida, pois requer a estabilização das ondas mentais e dos fluxos emotivos inconscientes. Depende do afluxo da consciência do Eu ao chamado
tempo mítico
e ao contato com os arquétipos.É, definitivamente, um produto da vontade educada:"O
conhecimento silencioso
não é senão o contato direto com o
intento"
(citado em
La Rueda del Tiempo,
Castañeda,
pg. 293)

(...)

http://pt.scribd.com/doc/17286887/LUIS-AUGUSTO-WEBER-SALVI-O-Espelho-de-Obsidiana-a-tradicao-Tolteca-III

O ininterrupto diálogo interno, através do qual alimentamos constantemente as energias que regem o nosso mundo, é a única coisa que mantém estável a forma e a essência do objeto de nossa percepção. Emprestando nossa volição ao fluxo mental automático que ali-mentamos, apoiado pelo meio, mantemos o mundo como ele é, ignorando todas as outras possibilidades que existem. Como homens, somos quais seres presenteados com todo um palácio para viver, mas nos limitamos a permanecer numa única sala ou quarto. Segundo os videntes, perceber é acima de tudo o ato de
interpretar dados sensoriais
, um processo que inicia no berço e que geralmente se estende até a morte, a menos que alguma coisa interrompa este fluxo.
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Como é possível este conhecimento-direto? Ele deriva da existencia de uma grande Mente Universal à qual o homem pode se integrar através do silencio interior. Quando cessam os movimentos individuais, o que resta é o grande pano-de-fundo da Mente Universal, que os de linhagem tolteca também chamavam de a
Águia
, ou o mundo dos arquétipos. Em uma de suas obras, a escritora intuitiva Clarice Lispector diz: "sei, porque existe". Todos nós temos em algum momento a experiência da "mente clara", e o alinhamento com a Mente Universal é apenas o paroxismo deste processo. Naturalmente, manter este estado de consciência é algo que depende de várias medidas. Além de um fortalecimento da mente e do pensamento, sempre será importante a auto-disciplina, o ritmo de vida e viver num ambiente minimamente estável e tranquilo. São preços a pagar pela nossa melhoria como "espécie" e para a aquisição de nossos verdadeiros potenciais, enfim, para que possamos existir de fato e para que nossas vidas sejam mais do que "parte do processo comum".

(...)

(vejamos o que escreveu a este respeito Ch. Eastman (6): A adoração do Grande Mistério é silenciosa, solitária, sem complicação interior; ela é silenciosa porque todo discurso é necessariamente falho e imperfeito, também as almas de nossos ancestrais alcançam Deus em uma adoração sem palavras; ela é solitária porque eles pensam que Deus está mais perto de nós na solidão, e não são precisos padres para servirem' de intermediários entre o homem e o Criador.”(7) não pode, de fato, haver intermediários em semelhante caso, pois que esta adoração tende a estabelecer uma comunicação direta com o Princípio supremo, que é designado aqui como o” "Grande Mistério". Não somente no e pelo silencio e que esta comunicação pode ser obtida, porque o "Grande Mistério" está além de toda forma e de toda expressão, mas o próprio silêncio "é o Grande Mistério"; como entender de modo exato esta afirmação? De inicio, pode-se lembrar a propósito que o verdadeiro "mistério" é essencialmente e exclusivamente inexprimível, que só pode evidentemente ser representado pelo silencio (8); indo além, o Grande Mistério " sendo o nao-manifestado, o silencio em si, que é propriamente um estado de não-manifestação participa ou está em conformidade com a natureza do Princípio supremo

(...)

Para que isso ocorra, é preciso que o silêncio seja em realidade algo mais que a simples ausência de toda palavra ou de todo discurso)

(...)

Carlos Castaneda:

Uma vez formulei a mesma questão para Don Juan. Nós estávamos sentados em um café em Yuma e eu insinuei que eu poderia me tornar apto a PARAR O MUNDO e ''VER'' se pudesse viver no deserto de Sonora junto com ele. Ele olhou para a janela, viu os carros passando e disse: .Ali, lá fora, é o seu mundo..

Eu vivo em Los Angeles agora e sinto que posso usar o mundo para favorecer minhas necessidades. É um desafio viver sem rotinas em um mundo rotineiro. Mas é possível.

(...)

Sam Keen:

O nível do barulho e a pressão constante de massas de pessoas parecem destruir o silêncio e a solidão que poderiam ser essenciais para PARAR O MUNDO..

Carlos Castaneda:

Não de todo. Na verdade, o barulho pode ser usado. Você pode usar o barulho da buzina para treinar a si mesmo ouvir o mundo exterior. Quando paramos o mundo, o mundo que paramos geralmente é o que é mantido pelo diálogo interno. Uma vez que você para o blá-blá-blá interno você para de manter este mundo. A descrição entra em colapso. É quando começa a mudança....
Don Juan chamava isso de ''CAMBIAR (mudar) DE VELOCIDAD''


(...)


“O tópico inicial foi o que definiu como "não fazer", uma atividade especialmente projetada para banir de nossas vidas todo o vestígio de cotidianidade. Afirmou que o não fazer é o exercício favorito dos aprendizes, porque os introduzem em um ambiente de maravilha e desconcerto muito refrescante para a energia, cujo efeito sobre a consciência eles chamam de "parar o mundo"
Respondendo a algumas questões, explicou que o não fazer não pode ser racionalizado. Qualquer esforço para tentar entendê-lo, é na realidade uma interpretação do ensino e cai automaticamente no campo de fazer.
"A premissa dos nagualistas para tratar com este tipo de prática é o silêncio mental.


http://portalpineal.blogspot


AGNI YOGA (2)



Que significa "Loucura em Deus''? Porque os profetas da antiguidade eram chamados de loucos? Exatamente por causa do fogo do CONHECIMENTO-DIRETO  que os separou de tudo o mais, uma qualidade preciosa que os isolou do pensamento comum

(...)

As pessoas sabem tomar medidas contra as manifestações primitivas dos elementos. Mas durante a assimilação das novas energias mais sutis, é necessário refinar os métodos de ação sobre elas. Ainda recentemente, as pessoas escondiam-se do relampago debaixo das árvores ou corriam apavoradas. Mas agora, já encontraram medidas efetivas de auto-proteção. Certamente, a mesma coisa acontecerá comas energias sutis. Conscientizando-as no tempo devido, é possível evitar muitas perdas.

(...)

Como se pode dirigir a atenção para as novas energias? O conhecimento-direto será uma ajuda para a vista aguçada... É necessário distinguir com máxima atenção as pessoas de consciência aberta.  Nem educação, nem experiência, nem talento, mas exatamente o fogo do conhecimento-direto é precisamente o que indica a qualidade única dos novos sinais, , em meio á vida comum. NÃO OS ASCETAS, NEMOS OS FANÁTICOS, NEM OS SUPERTICIOSOS, MAS AQUELES QUE CONHECEM A IOGA DO FOGO SÃO OS QUE NÃO ABANDONARÃO O LEME DA VIDA.

(...)

O principal é não dizer aos recém-chegados que o Ensinamento da Agni Yoga é fácil. Verdadeiramente, ele não é fácil. Nele, há muita tensão e perigo. Ninguém deve ser seduzido pela facilidade e doçura. O domínio do Fogo é adquirido lentamente. Cada ação apressada e prematura ameaça aquele que apressa com incêndio. O mais alto domínio será pequeno, comparado com o seguinte.

(..)

Vós sabeis como é difícil ver o FOHAT, e que para evidenciar esta energia, são necessários trabalhos muito severos de acumulação energética. Mas o que dirá um espírito fraco quando souber que, atrás do FOHAT, existe o PARA-FOHAT, que por sua vez é alimentado pelo PAN_FOHAT?Estas energias só podem encher com alegria e amor uma consciência forte.

(...)

Não é leve a cúpula da BENÇÂO. No momento ainda não é inteiramente compreensível porque NÓS estamos assim preocupados com o encontro de novas possibilidades, mas logo as pesoas buscarão aplicar as revelações inauditas que não têm explicação na própria vida. Então, alguém fará lembrar os SIGNOS DA AGNI YOGA.

domingo, 5 de maio de 2013

O diálogo interno é a chave de tudo



Está vendo? — disse Dom Juan (usando como exemplo a primeira experiência de Dom Genaro com o sósia), nós todos temos as mesmas dúvidas. Temos medo de estar malucos.
Você mesmo sabe que algo no guerreiro sempre tem consciência de todas as modificações. É precisamente o motivo do guerreiro incentivar e manter esta consciência. O guerreiro a limpa, lustra e conserva em funcionamento.
É muito importante você reparar. Você repara nas coisas quando acha que deve; a condição de um guerreiro, porém, é reparar em tudo sempre.
Ele tinha razão. Tive de admitir que havia em mim alguma coisa que registrava e tinha consciência de tudo o que eu fazia. E, no entanto, nada tinha a ver com a consciência normal de mim mesmo. Era alguma outra coisa que eu não podia precisar. — É uma voz (silenciosa) interior que nos diz o que é o que.
Cuidado! Um guerreiro nunca se descuida de sua defesa. Se você continuar assim tão feliz ou infeliz, vai esgotar o pouco poder que lhe resta. Seja você mesmo. Duvide de tudo. Seja desconfiado. Um guerreiro morre com dificuldade. Sua morte teria de lutar para levá-lo. Um guerreiro não se entrega.
O diálogo interno é a chave de tudo. Quando um guerreiro aprende a pará-lo, tudo se torna possível. Um guerreiro sabe que o mundo se modifica assim que ele pára o diálogo interno, e deve estar preparado para esse abalo monumental.
O mundo é assim e assado, e tal e tal, só porque nos dizemos que é dessa maneira. Se pararmos de nos dizer que o mundo é tal e tal, o mundo deixará de ser tal e tal. Neste momento, não creio que você esteja pronto para esse golpe monumental, e, portanto, deve começar lentamente a desfazer o mundo.
Seu problema é que confunde o mundo com o que as pessoas fazem. Ainda nisso, não é o único. Todos nós fazemos isso. As coisas que as pessoas fazem são os escudos contra as forças que nos cercam; o que fazemos como pessoas nos dá conforto e nos faz sentir seguros; o que as pessoas fazem é muito importante em si, mas apenas como escudo. Nunca aprendemos que as coisas que fazemos como pessoas são apenas escudos e deixamos que elas dominem e transtornem nossas vidas. Na verdade, eu diria que, para a humanidade, aquilo que as pessoas fazem é maior e mais importante do que o próprio mundo.
O mundo é tudo o que está encerrado aqui… a vida, a morte, pessoas, aliados, e tudo o mais que nos cerca. O mundo é incompreensível. Nunca o compreenderemos; nunca desvendaremos seus segredos. Assim, temos de tratá-lo como ele é, um simples mistério!
Mas o homem comum não faz isso. O mundo nunca é mistério para ele e, quando ele chega à velhice, está convencido de que não tem mais nada por que viver. Um velho não esgotou o mundo. Só esgotou o que as pessoas fazem. Mas, em sua estúpida confusão, acredita que o mundo não tem mais mistérios para ele. Que preço triste para pagar por nossos escudos!
Um guerreiro sabe dessa confusão e aprende a tratar as coisas direito. As coisas que as pessoas fazem não podem, de jeito nenhum, ser mais importantes do que o mundo. E assim o guerreiro trata o mundo como um mistério infindável e o que as pessoas fazem como uma imensa loucura.
Um guerreiro não pode reclamar nem lamentar nada. A vida é um desafio interminável, e os desafios não podem ser bons ou maus. Desafios são simplesmente desafios. A diferença básica entre um homem comum e um guerreiro é que um guerreiro aceita tudo como um desafio, enquanto que um homem comum aceita tudo ou como uma bênção ou uma maldição.

(...)

.“Falamos sem parar, pra nós mesmos, sobre o nosso mundo. De fato mantemos nosso mundo com nosso diálogo interno. E quando deixamos de falar sobre nós mesmos e sobre nosso mundo, o mundo é sempre como deveria ser. Com nosso diálogo interno nós o renovamos, lhe damos vida, o sustentamos. Não somente isso, mas também escolhemos nossos caminhos ao falar pra nós mesmos. É por isso que repetimos as mesmas escolhas, uma e outra vez, até o dia em que morremos. Porque continuamos repetindo o mesmo diálogo interno até o exato momento da morte. Um guerreiro é consciente disso e luta para deter seu diálogo interno”
“É o diálogo interno o que amarra as pessoas ao mundo cotidiano. O mundo é assim ou assado somente porque nos contamos que é assim ou assado. A passagem ao mundo dos xamãs se abre quando o guerreiro aprende a parar seu diálogo interno”
“Mudar nossa idéia do mundo é a chave do xamanismo. E parar o diálogo interno é a única forma de consegui-lo. Quando um guerreiro aprende a parar seu diálogo interno, tudo é possível. Até os projetos mais descabelados se tornam factíveis”
“Sempre que o diálogo interno cessa, o mundo desaba e florescem extraordinárias facetas nossas, como se houvessem estado guardadas cuidadosamente por nossas palavras”
“A razão faz com que os seres humanos esqueçam que a descrição do mundo é somente uma descrição. E, antes de que percebam, capturaram a totalidade de si mesmos em um círculo vicioso do qual raramente escapam em toda sua vida”
“Um guerreiro não tem remorso por nada que tenha feito, porque isolar suas próprias ações chamando-as de mesquinhas, feias ou más, é dar-se a si mesmo uma importância injustificada. A questão está no que se enfatiza. Ou nos tornamos infelizes ou nos tornamos mais fortes. Dá o mesmo trabalho, um ou outro”
fonte: A Roda do Tempo – Carlos Castaneda

(...)
Em suma, o guerreiro era, para os xamãs do México antigo, uma unidade de combate tão sintonizada com a luta em volta dele, tão extraordinariamente alerta na sua forma mais pura, que ele não precisava de nada supérfluo para sobreviver. Não havia necessidade de dar presentes para um guerreiro, ou apoiá-lo com palavras ou ações, ou tentar dar-lhe consolo ou incentivo. Todas essas coisas já estavam incluídas na estrutura do próprio guerreiro. Desde que essa estrutura fosse determinada pelo intento dos xamãs do México antigo, eles se asseguravam de que qualquer coisa previsível estaria incluída. O resultado final era um lutador que lutava só e que tirava de suas próprias convicções silenciosas todo o impulso que necessitava para avançar, sem queixas, sem a necessidade de ser elogiado.
Carlos Castaneda

AGNI YOGA (1)


Nós vos ensinamos a captar o pensamento básico, sem sucumbir ao aspecto externo da expressão. O mais importante é evitar a repetição. Se o receptor do espírito estiver pronto, cada pensamento penetrará como uma flecha, Mas se a decomposição do tecido já obstruiu os canais dos centros, a Agni Yoga é inascessível.

Certamente o Ensinamento da Agni Yoga será útil a cada um, mesmo se ele não alcançar as manifestações espirituais. Os princípios externos da Agni Yoga, em qualquer caso, sustentarão a saúde, fortalecerão a memória e purificarão o pensamento.

Mas onde ficarão  os sinais das conquistas que elevam o espírito, além das manifestações mais espantosas e auto-evidentes de vigor e rejuvenescimento? Primeiramente, serão acesos os fogos dos centros, , depois, será ouvida a Voz do Silêncio (Blavatski), e no final manifestar-se-á externamente a flama que, de certo modo, une a consciência pessoal com a consciência do espaço. Então, já será possível o contato com as belas, perigosas e mais sutis energias, com tudo o que transforma a vida e elimina o conceito de morte.

A dificuldade de contato com o incomum exige, ás vezes, condições especiais de vida. O sono diminui muito e algumas posições podem  tornar-se difícil, variando com o praticante. A tensão dos músculos cansa o trabalho do espírito e cada envenenamento da aura pode causar sofrimento. Certamente, isto pode ser evitado livrando-se da ''tensão residual'' diária dos músculos com relaxamento e respirações e buscando sempre a prática diária da meditação ocultista para não sair da ''corrente energética'' mais alta.

Não há outro caminho para o Nirvana.

(...)

é mais do que um sinal de avanço para a Agni Yoga quando podeis aspirar profunda e livremente nas ''alturas''. Então, está acessível o caminho para as camadas mais altas do astral, desde que a consciência o permita.

No caminho para a Agni Yoga pode estar somente aquele que considera insignificantes seus conhecimentos; que raramente lembra suas distinções feitas pelas pessoas; que não participou das manifestações falsas de religião; que, mesmo lmbrando suas encarnações não atribui importancia á sua linhagem terrestre; que pode, a cada ano, renovar a semeadura do jardim; sorrindo á tempestade que levou os trabalhos anteriores; que perdeu a capacidade de caluniar; que intensificou sua aspiração na busca do INVISÍVEL SUPREMO; que rejeitou comungar com todos os traidores da VERDADE; que se envolveu com o pensamento puro que forma uma AURA INVENCÍVEL.

Indubitavelmente, EU DIGO, o Agni Yogue é aquele que entrou em contato com o MAIS SUTIL DOS ELEMENTOS e iso é algo que seus adversários, apavorados, percebem imediatamente: POIS NÃO EXISTE MEDO DENTRO DELE.

(...)

RELEMBRAI O BATISMO PELO FOGO, A CRUZ FLAMEJANTE E TODOS OS CÁLICES ARDENTES QUE HÁ TEMPOS VOS MOSTREI COMO SÍMBOLOS DA IOGA DO FUTURO. O SÍMBOLO DO FOGO FOI APRESENTADO EMTODOS OS ENSINAMENTOS PARA SER APLICADO Á VIDA. ASSIM, A MANIFESTAÇÃO DO FOGO APROXIMOU-SE E A ÁGUA FOI SUBSTITUÍDA PELO FOGO.